Aproximadamente 30.000 milhões de posts de conteúdo são compartilhados a cada mês, incluindo blogs, links, notícias e álbuns de fotos.
A HubSpot descobriu três coisas que devem acontecer para que seu conteúdo seja compartilhado: Primeiro: As pessoas devem ser expostas ao seu conteúdo (ser um fã no Facebook ou um seguidor no Twitter). Em segundo lugar, devem estar conscientes do seu conteúdo. Finalmente, em terceiro, devem se motivar por algo no seu conteúdo. Este artigo incindirá sobre as motivações para o compartilhamento.
O New York Times recentemente firmou parceria com a Latitude Research para compreender a “psicologia do compartilhamento“. Baseado num estudo de 2500 participantes (e algumas outras pesquisas recentes), aqui estão nove razões pelas quais seus clientes não compartilham o seu conteúdo.
1. Eles podem não confiar em você
De forma bem simples, as pessoas não vão compartilhar os seus conteúdos, se não acharem que você é confiável.
O 2011 Edelman Trust Barometer constatou que, globalmente, apenas 56% das empresas recebem confiança das pessoas para fazer o que é certo. No entanto, nos EUA, Reino Unido e Japão, esse número caiu significativamente entre 2010 e 2011. O mais interessante é que o Brasil lidera essa pesquisa.
É triste ouvir/ler isso, mas os clientes geralmente têm memória curta. Eles se perguntam “o que você fez por mim ultimamente?”
Seus clientes estão procurando informações valiosas, grandes promoções e uma chance de conhecer outras pessoas que compartilhem seus interesses. Assim que você parar de oferecer tais conteúdos, os seus fãs vão procurar outro lugar.
Eles não podem se sentir num compromisso com a sua marca, mas você pode mantê-los interessados.
3. Eles podem achar seu conteúdo chato.
Não seja chato. As pessoas estão muito mais propensos a compartilhar algo que acham intrigante ou engraçados.
Veja o caso dos vídeos da Volkswagen. Seu episódio Cannes-Winning, A Força, uma paródia sobre o Star Wars, ganhou mais de 40 milhões de visualizações. Nenhum de seus outros vídeos, ou conteúdos de marketing tradicionais, chegou perto de 1 milhão de visualizações.
4. As pessoas se preocupam com as causas mais do que as marcas
O New York Times descobriu que as pessoas são mais propensas a compartilhar sobre algo que eles estejam apaixonados.
As pessoas raramente acordam se perguntando o que eles podem fazer pela marca X hoje. Mas eles sonham com maneiras de ajudar a sua causa favorita. Quer seja acabar com a pobreza, apoiar o Greenpeace ou avançar uma instituição de caridade local, muitas pessoas se sacrificam para ajudar as coisas que gostam.
Apesar de não ter sentido humanitário, isto faz com que as pessoas se animem para fazer parte de algo maior do que sua marca ou produto.
5. As pessoas compartilham para construir relacionamentos com os outros
A pesquisa mostra que as pessoas valorizam relacionamentos com outras pessoas, não necessariamente com as marcas. Elas estão, definitivamente, à procura de comunidade. Sua marca pode ser capaz de criar uma plataforma para essa comunidade.
Aqui estão dois fatos interessantes do estudo do The New York Times:
78% dos entrevistados usam links para ficar conectados com as pessoas.
73% dos entrevistados disseram que a partilha de conteúdo ajuda a encontrar pessas interessantes.
A Red Bull faz um bom trabalho de compartilhamento de conteúdo. Seus fãs geralmente estão dispostos a compartilhar com seus amigos.
6. Os clientes estão procurando validação
Algumas coisas não mudaram desde o ensino fundamental. Estamos todos tentando construir credibilidade aos olhos dos nossos amigos. Queremos ser vistos como especialistas em alguma área.
A nossa forma de fazer isso online é através do conteúdo que compartilhamos.
68% dos participantes do estudo do The New York Times disseram que compartilhar o conteúdo é como uma propaganda para eles. Querem dar aos outros uma noção melhor do que eles são.
7. As pessoas compartilham informações importantes para elas
Você já ouviu ou disse: “Eu estou apenas pensando em voz alta”. Ou então a clássica hashtag#notamental. Hoje muitas pessoas pensam em voz alta na mídia social.
O cientista Dan Zarrella realizou uma pesquisa interessante sobre este assunto. Vale à pena dar uma lida.
8. Você é incompreendido pelo seu público
O estudo descobriu que há seis tipos de pessoas que compartilham online.
1. Altruístas: compartilham conteúdo com o desejo de serem úteis e aspiram serem vistos como uma fonte confiável de informações.
2. Carreiristas: bem-educados e procuram ganhar uma reputação que traga valor às suas redes. Preferem o conteúdo que é mais sério e profissional.
3. Hipsters: São mais jovens, e sempre viveram na “era da informação”. Eles usam o Twitter e o Facebook para compartilhar conteúdo de ponta e criativo. Compartilham conteúdo para construir sua identidade online.
4. Bumerangues: Buscam a validação e prosperam na reação dos outros ao seu conteúdo, mesmo quando as respostas são negativas.
5. Conectores: Compartilham o conteúdo como meio de estar ligado a outros e para fazer planos. Estão mais relaxados nos seus padrões de partilha.
6. Seletivas: são mais atenciosas no que compartilham e com quem compartilham. Eles personalizam a sua partilha e esperam feedback.
9. As pessoas são mais pessoais via e-mail
Os autores do estudo descobriram que as pessoas não abandonaram seus e-mails. Na verdade, os participantes compartilham mais frequentemente por e-mail e consideram-no mais privado. Por isso, eles têm as mais altas expectativas de respostas por e-mail. Nunca abandone esta importante ferramenta.
Algumas dicas finais:
Uma das regras mais negligenciadas na criação de conteúdo é a regra da simplicidade. Posts mais curtos são partilhados com mais frequência.
Crie um senso de urgência em sua escrita. Dê às pessoas uma utilização para responder agora. Se eles não agirem imediatamente, provavelmente nunca irão agir.
Finalmente, lembre-se que a obtenção de seu conteúdo compartilhado é apenas o primeiro passo. Veja isso como parte da estratégia de longo prazo para a construção de um público fiel. [viaSocialMediaExaminer]


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