segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quatro tendências em marketing digital para 2011


O Brasil é o oitavo país do mundo em número de internautas (40,5 milhões), que passam em média 26,4 horas por mês na web, segundo a ComScore, empresa de monitoramento de internet. Os brasileiros ultrapassam a média mundial (22,6) e a média da América Latina (24,3) em número de horas plugados a cada mês.

A utilização da internet fica mais concentrada nas buscas e navegação em geral, e também nas redes sociais. No Brasil, o Orkut é ainda o campeão em número de visitantes únicos (32,41 milhões em fevereiro/2011) mas cresceu apenas 2,85% em seis meses, enquanto o Facebook experimentou por aqui estrondosos 65,7% de crescimento — 45,5% apenas nos dois primeiros meses de janeiro deste ano.

Empresas brasileiras devem aproveitar esse apetite nacional pela internet, prestando atenção em algumas tendências ligadas ao consumo.

1. Mobile + social + local

O celular será nossa porta de entrada para o mundo. Cada vez mais, aplicativos facilitarão a comunicação, as transações comerciais, a integração com as redes sociais, a busca por informações locais e o georreferenciamento.

Quase 45% dos usuários brasileiros usam o celular para acesso à web, segundo estudo da e.Life. Um ano atrás, eram somente 34%. O índice tende a aumentar com base em dois fatos:

Fato número 1: as vendas de smartphones e tablets serão maiores, este ano, do que a de latptops e PCs.

Fato número 2: já começaram a surgir redes sociais baseadas unicamente no celular, como a Path e a Color, cujo intento é estimular as pessoas a compartilhar momentos em tempo real colocando fotos online.

As empresas que não desenvolverem plataformas mobile para seus produtos e serviços podem ficar para trás.

2. As pessoas escolherão o conteúdo que querem consumir

Crescerá o valor da curadoria, ou seja a capacidade para selecionar o que interessa dentro de um mar de conteúdos gerados por qualquer pessoa. A quantidade de informações hoje na web torna essa tarefa indispensável, apesar de ser complexa e exigir competências como foco e discernimento.

3. Tecnologia = pessoas + conectividade

Somos o “homo conectus”. Não existe mais separação entre online e offline. As pessoas querem estar conectadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e usarão todos os recursos para isso – de lan houses a iPhones (o que significa que mesmo as classes sociais menos abonadas dão um jeito).

Isso também leva a um compartilhamento cada vez mais intenso, às vezes sem que as pessoas pensem em privacidade e sem lembrar que a memória do Google e de outras ferramentas de busca é indelével.

4. As empresas se preocuparão mais com o feedback social e o consumo de nicho

O que as pessoas buscam online? Comunicação, conexão, entretenimento e educação/cooperação. Redes sociais de nicho, sobre temas específicos, tendem a prosperar porque reúnem todos esses elementos.

Empresas tendem a reforçar sua presença em canais como YouTube e Flickr, a fim de compartilhar conteúdo que tenha viés de entretenimento também, com isso chamando mais a atenção dos consumidores. Compartilhar conhecimento e oferecer conteúdo e aconselhamento de graça é outro forte fator de sucesso para as empresas em sua presença nas mídias sociais. Para terminar, um último ponto: se a internet é natural para as pessoas, também deve ser para as empresas.

* Retirado do site Exame.com, escrito por Mariela Castro

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Resolva o problema do seu cliente e resolva rápido.



A dica de hoje foi dada por Sylvio Ribeiro no blog Pequeno Guru.


Há algum tempo atrás eu cheguei à conclusão de que os consumidores de uma forma geral não esperam mais por um bom atendimento. As pessoas estão se tornando auto-suficientes, não exatamente porque elas queiram, mas porque elas não confiam nas empresas. Da mesma forma, elas têm sido implacáveis ao expressar sua indignação com produtos, serviços e o mau atendimento.  Se não bastasse perder um cliente, hoje elas perde uns 5 de uma vez só, porque nenhum cliente guarda para si a sua revolta de um produto que não funciona ou uma promessas não cumpridas. Pelo contrário, eles falam para seus amigos, parentes e, não bastante, para toda web.

Fato 1: problemas podem ser convertidos em encantamento.
Fato 2: agilidade é um fator crucial.

Estudos indicam que se a empresa resolver o problema em 24 horas (ou pelo menos responder), a imagem da empresa não é afetada. Mas isso piora drasticamente a cada dia sem resposta.
Quando um cliente reclama, ele não está apenas desabafando ou tentando resolver um problema cujo único culpado é a empresa; mas ele está dando uma oportunidade de ouro para ela apagar a má impressão. E como nenhuma empresa faz, a que fizer irá conquistar o cliente de vez. Isso porque, nesse momento, o cliente está com expectativas muito baixas, e é possível superá-las apenas resolvendo seu problema e entregando algo a mais pelo transtorno. Mas rápido!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Garrincha e os negócios

Apesar da habilidade contestável, sou um grande entusiasta do futebol. Com destaque para o jogo bonito e extremamente eficaz do glorioso Bahia, que finalmente está de volta à série A.
De qualquer forma, hoje vou falar sobre as lições aprendidas com 2 histórias que ouvi sobre o ídolo de outro clube, Manoel Francisco dos Santos, o famoso Garrincha.
garrincha e empreendedorismo
Olha a cara de maroto do indivíduo
História 1
No treino logo antes de um jogo da seleção o técnico fala para Garrincha:
- Garrincha, é o seguinte. Você pega a bola pelo canto, entra na área, dribla o zagueiro russo e toca pro Vavá fazer o gol.
Eis que então, com grande sabedoria e espírito de planejador, Garrincha responde:
- Tudo bem professor. Mas você também combinou isso com o zagueiro russo?
Moral da história: Planejar é fundamental, mas não conte com o que não está sob sua influência direta.
História 2
Em outro treino, o técnico passa as instruções para Garrincha:
- Garrincha, é o seguinte. Você pega a bola na intermediária, dribla o Joãozinho, entra na área e chuta no canto esquerdo pra fazer o gol.
Em certo momento do jogo Garrincha pegou a bola na intermediária e partiu pra área. Nisso, ele driblou o primeiro zagueiro e saiu da área. Foi em direção ao segundo zagueiro, o driblou e saiu da área. Depois, ele ainda fez questão de driblar o volante para só então entrar na área e fazer o gol.
Já no vestiário, o técnico comenta:
- Po Garrincha, bacana o que você fez, foi um golaço. Mas por que você enrolou tanto para fazer o gol?
Eis que então, Garrincha responde:
- Professor, você me falou pra driblar o Joãozinho e depois fazer o gol. Como eu não sabia qual deles era o Joãozinho, preferi driblar os 3 só pra garantir.
Moral da história: Missão dada, missão cumprida.
Conclusão
Logicamente não posso afirmar que de fato esses diálogos ocorreram e não podemos levar essas lições ao pé da letra, mas quem precisa lidar diariamente com a diferença entre o plano e a realidade com certeza se identifica com essas situações.
Como diria nosso amigo Gustavo Caetano, se o terreno estiver diferente do mapa, siga com o que você está vendo no terreno.
Abraços,
Millor Machado (driblando a concorrência e partindo pro gol)
P.S: O primeiro clube que Garrincha jogou foi o Esporte Clube Pau Grande, na sua cidade natal, Magé-RJ. Fica a dica pra aqueles que gostam de enxergar o duplo sentido nas coisas.
P.S.2: O Esporte Clube Pau Grande chegou a participar da 3a divisão do campeonato carioca, mas apesar dos esforços, o Pau Grande não conseguiu subir.