terça-feira, 28 de setembro de 2010

Imagem nas redes sociais

Zelosas por sua imagem e segurança, as empresas estão cada vez mais de olho no que funcionários e candidatos publicam nas redes sociais.

Travis Megale está feliz com seu emprego. Usuário habitual do Facebook, ele sabe como usar o site de forma apropriada e o que não dizer nem publicar. Infelizmente, muitos usuários do Facebook não pensam assim – e as demissões causadas por comportamento inadequado na rede social parecem ganhar cada vez mais manchetes.

Uma pesquisa recente da empresa de segurança de e-mail Proofpoint revelou que 7% das organizações já demitiram um empregado por causa de sua atividade em sites de mídia social. Outros 20% disseram que, por causa das redes sociais, empregados tiveram de ser advertidos. São estatísticas como essas que inspirou Megale a criar um grupo no Facebook, intitulado “Fired because of Facebook” (demitido por causa do Facebook).

“Sou professor de High School (equivalente ao Ensino Médio brasileiro) e, por isso, tenho de ter consciência sobre o que publico. Criei o grupo como um sinal de advertência para meus colegas”, disse Megale. “Pessoas com que trabalhei no passado fizeram comentários e publicaram fotos que facilmente poderiam ter causado minha demissão caso tivessem sido vistos pelas pessoas erradas. Minha esperança é que esta página ajude algumas pessoas a evitar erros no Facebook que, embora tolos, possam vir a ter um alto custo.”

Contos de terror
Em um esforço para aumentar a conscientização sobre o tema, o grupo convida os membros que perderam seus empregos por causa de algo que fizeram no Facebook a contarem suas histórias. E os contos sobre mancadas no Facebook que levaram à perda de um trabalho aparecem regularmente.
Exemplos recentes postados no mural do grupo em um período de três dias incluem um membro que escreveu  “Demitido por postar ‘F*** them nuggets’ “ na página de um amigo. Eu fui gerente no McDonalds por três anos. Acabou!”
(Joan Goodchild)

Outro membro escreveu: “Demitido por não ser ‘uma pessoa do calibre das que nós gostamos de contratar. O que você faz em sua vida pessoal reflete negativamente em nós como empresa”.
É difícil fazer com que um empregado demitido se sinta melhor com isso, mas há razões para uma organização monitorar o comportamento de um funcionário nas redes sociais e tomar atitudes contra situações que julgar problemáticas.

Quando se trata de redes sociais, as questões levantadas pelas empresas tratam frequentemente de reputação e segurança – em especial, relacionadas à imagem da marca e à segurança de seus empregados.
Quais são os comportamentos que um empregador poderia julgar prejudiciais nos perfis online de seus empregados? Eis seis erros que os usuários cometem em sites como Facebook e Twitter, e que poderiam servir de porta para o desemprego.

1::Postar comentários negativos sobre o trabalho ou a empresa
Pode parecer óbvio, mas para muitas pessoas não é. Alguns membros do Facebook sentem a necessidade de espalhar para amigos e parentes suas opniões sobre o trabalho ou sobre seus colegas de escritório, tudo sob a impressão de que seus perfis permanecem privados.
Mas não é sempre o caso, especialmente se o usuário não soube ativar a privacidade em suas configurações, apontou Tom Eston, do site Socialmediasecurity.com. Os usuários precisam estar mais conscientes não apenas sobre as configurações de privacidade, mas sobre guardar as opiniões relacionadas ao trabalho com eles mesmos.

“Simplesmente não faça”, disse Eston. “Com frequência alguém publicará alguma coisa e depois pensará, dias depois, que talvez não devesse ter feito aquilo. Você não pode culpar a rede social por isso. As pessoas precisam assumir a responsabilidade pelo que publicam.”

Mesmo que você tenha ativado as configurações de privacidade do Facebook, lembre-se que as recentes reformulações do Facebook podem fazer com que as configurações voltem a ser públicas, tornando o conteúdo disponível para qualquer um até que o usuário vá lá e as mude.

Esse foi o caso com uma professora de Cohassett, Massachusetts (EUA), que foi demitida em agosto depois de publicar no Facebook que não imaginava trabalhar por mais um ano naquele distrito escolar. June Talvitie-Siple, que em um recado anterior havia chamado os estudantes de “sacos de germes”, não percebeu que suas configurações tinham sido tornadas públicas depois de uma mudança recente no Facebook. Ela serve como exemplo para que verifiquemos nossas configurações de privacidade com regularidade.

E há aqueles que seriam melhores se caíssem no esquecimento. Como a mulher que desabafou sobre o chefe em um post que já se tornou lenda na Internet. Infelizmente, seu chefe também era um amigo do Facebook e, por isso, podia ver facilmente seu perfil.

A mulher atualizou seu status com uma mensagem que, em português, seria como: “Eu odeio meu trabalho! Meu chefe é um total pervertido, que sempre me faz fazer trabalhos de m***a apenas para me sacanear!”.
Ao que o chefe respondeu: “Acho que você se esqueceu de que tinha me adicionado aqui” e terminou com “Não se importe de voltar aqui amanhã. E sim, é sério.”

2::Defendendo seu empregador em uma discussão online
Embora seja o oposto da mancada número um, esta também pode ser desastrosa, mesmo que você tenha as melhores intenções.
Isso porque, mesmo que pense que o que está dizendo é correto, você não é um profissional de relações públicas, e o que você publicou pode ser errado ou até prejudicar a empresa. A gigante das redes Cisco Systems deixa claro, em sua política de mídias sociais, que os empregados não deverão se envolver em qualquer debate online sobre a empresa sem permissão específica.
“Quando um empregado vê algo negativo sobre a empresa, algumas vezes seu impulso é o de defender seu empregador, com o qual está perfeitamente satisfeito”, explicou Christopher Burgess, conselheiro sênior de segurança da Cisco. “Você não pode fazer isso com os 140 caracteres do Twitter. O que dizemos ao nosso pessoal é: deixe o pessoal de RP cuidar disso.”

3::Comentar questões privadas da empresa em fóruns públicos
Então sua empresa está para comprar outra e há rumores sobre demissões? Guarde essa informação para si. Publicar essa informação no Facebook ou no Twitter é quase tão ruim quanto falar à imprensa sobre o assunto. Mesmo que você pense estar falando apenas para pessoas próximas, não há como saber onde a informação irá parar, disse Eston.
“Mesmo se pertencer a um contexto geral, certas informações que poderiam ser confidenciais para uma empresa nunca deveriam ser discutidas.”

4::Mudar de identidade e fingir ser outra pessoa
Você sempre quer ser honesto sobre quem é. Retomando a regra que trata de falar sobre sua empresa, Burgess explicou que a política da Cisco também proíbe os empregados de disfarçar seu nome ou identidade para se envolver em debates sobre a empresa.
“A política estabelece claramente que o uso de um apelido (ou nome falso) é inaceitável”, disse. “Os empregados deveriam sempre deixar claro seu relacionamento com a empresa.”

5::Oferecer muita informação sobre sua vida pessoal e atividades de lazer
Eston, que costumava trabalhar com segurança em um grande banco, lembra-se de um caso em que muita informação no Twitter não apenas fez uma pessoa perder o emprego como a impediu de ser contratada.
O banco estava fazendo uma verificação de antecedentes sobre uma candidata a vaga e descobriu mais do que gostaria de saber.
“Ela tuitou sobre como esperava poder passar num teste de drogas, e a foto de seu perfil no Twitter a mostrava fumando maconha.”

6::Publicar fotos de gosto duvidoso
Talvez o maior exemplo deste tipo de mancada seja o caso envolvendo a líder de torcida americana Caitlyn Davis. Ela foi demitida da equipe de futebol americano New England Patriots depois que fotos no Facebook a mostraram empunhando uma caneta marcadora à frente de um homem aparentemente inconsciente, cuja pele estava coberta de desenhos e pichações - entre elas, duas suásticas.
As fotos e as informações pessoais que você publica podem não ser tão ofensivas, mas provavelmente é uma boa ideia mantê-las afastadas das redes sociais, assim como os comentários sobre sua vida pessoal que poderiam levar um empregador a fazer um julgamento negativo sobre você.
Quando usa redes sociais, você quer mostrar sua melhor imagem. Da próxima vez que postar alguma coisa, pergunte a si mesmo se é algo que qualquer um possa ver.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Líder 2.0

 Estou convencido que as empresas vencedoras nessa nova época serão aquelas que souberem montar verdadeiras “Fábrica de Líderes”. A sobrevivência – ou se preferir, a longevidade, a perpetuidade, a sustentabilidade a longo prazo das empresas – será diretamente proporcional à sua capacidade de desenvolver líderes de qualidade, além de serem capazes de oferecer produtos ou serviços de qualidade. Líderes eficazes, repito, não apenas gerentes eficientes.

Esse novo tipo de líder se destaca por reunir cinco características ou as Cinco Forças do Líder Inspirador:

Define com clareza o Rumo, o Propósito Comum
O Líder 2.0 oferece às pessoas aquilo que mais desejam: uma bandeira, uma razão para suas vidas. Acreditam que as pessoas estão dispostas a oferecer o melhor de si e até mesmo a fazer sacrifícios, desde que se identifiquem com uma Causa, um Porquê para o seu cotidiano.

Valoriza a estrela que existe nos outros
O Líder 2.0 não se satisfaz em ter atrás de si um grupo de pessoas seguindo fielmente o rumo traçado e recompensado pela sua lealdade. É aquele que tem em torno de si pessoas capazes de exercer a liderança quando necessário. Cria mecanismos, atitudes e posturas que estimulam o desenvolvimento do líder que existe dentro de cada um com quem convive. Forma, assim, outros líderes, seu maior legado para o futuro da organização.

Cuida do todo não apenas da parte
O Líder 2.0 atua onde faz diferença. Não comanda apenas uma equipe de subordinados dentro das paredes de uma empresa. Exerce a liderança também “fora”, para cima e para os lados: lidera clientes, parceiros, comunidades e influencia chefes, colegas e acionistas.

Faz mais que o combinado
O Líder 2.0 não é aquele que apenas chega aonde anunciou antes. Não basta cumprir metas. É aquele que surpreende pelos resultados incomuns que obtem de pessoas comuns. Sabe compatibilizar o hoje com o amanhã. Garante o presente enquanto constrói o futuro.

Inspira pelos valores
O Líder 2.0 constrói um mapa de atitudes em torno de valores que são explicitados, disseminados e praticados. Cria um clima de ética, integridade, confiança, respeito, transparência, aprendizado contínuo, inovação, paixão e humildade. Educa pelo exemplo. Prima pela coerência entre o que diz e o que faz. Lidera a si mesmo antes de pretender liderar os outros.

E você? Quais desses pontos você já pratica? Quais precisa praticar mais? Temos de evitar atuar no novo jogo da liderança usando a velha forma de pensar que nos prende ao passado.

Que essas provocações possam motivá-lo a se transformar em um Líder 2.0, “abandonando as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecendo os velhos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares”, como nos ensina os bonitos versos do grande poeta da língua portuguesa, Fernando Pessoa.

Porque Todos Deveriam Ter um Blog

Porque Ter um Blog ProfissionalExistem dezenas de milhões de blogs no mundo.  Felizmente para quem quer disputar um pouco da atenção mundial com seu próprio espaço, a grande maioria não é atualizada, não tem boa qualidade de conteúdo ou peca gravemente nos mais básicos conceitos estéticos e de usabilidade.
Eu sou um defensor da idéia de que todos deveriam ter um blog.  Pode ser um blog pessoal ou um blog profissional, o importante é criar um espaço que dê mais visibilidade e ajude no crescimento da pessoa de acordo com seus objetivos de vida.
Se você não está convencido de como um blog pode ajudar em sua vida, especialmente a profissional, veja 5 importantes razões a seguir:

Exposição Profissional

Em meio a um mercado de trabalho tão dinâmico e competitivo, a exposição que um blog dá ao profissional pode ser o diferencial que lhe ajudará a ter mais portas abertas.  O simples fato de que se torne mais fácil encontrá-lo em uma busca no Google já é um passo importante para que sua imagem comece a ser mais valorizada no mercado.

Mostra Conhecimento

Quando o profissional escreve artigos sobre um tema de sua especialidade, começa a criar uma autoridade em torno de sua imagem na web.  Novamente, ele será encontrado quando outros profissionais estiverem procurando informações na internet sobre determinado tema.  Isto também é válido para consultores e profissionais liberais.  A comprovação do conhecimento através de artigos e outros tipos de posts aproxima os demais e reduz barreiras de comunicação.

Empregabilidade

Coloque seu blog em destaque no currículo.  Qualquer departamento de RH que se preze dará uma olhada no blog antes de fechar uma contratação.  Se gostarem do que viram (idéias, iniciativa, conhecimento, etc.) suas chances de contratação já são muito superiores às dos outros candidatos.  Juntando isto ao networking (próximo item), o blog pode se tornar sua principal ferramenta de crescimento na carreira.

Networking

Um blog com atualização regular e bem focado atrairá um público seleto, que começará a comentar e a acompanhar seus novos artigos.  Com o tempo, alguns visitantes se tornam contatos, e contatos se tornam amigos, clientes, parceiros ou colegas.

Desenvolvimento Pessoal

Deixei este por último mas pode ser considerado o mais importante.  Caso nenhum ponto acima lhe convença, então faça o blog por você mesmo.  Escrever regularmente sobre um tópico o forçará a pesquisar, desenvolver raciocínios e se aprofundar em assuntos que você não conhecia bem.  É como criar um curso para você mesmo, perfeitamente modelado a suas necessidades!